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No dia 12 de julho, o compositor, violonista e cantor Guinga se apresentou no Espaço Cultural Pés no Chão, em Ilhabela.

 

O show “Guinga Solo” foi uma forma que José Luiz Herencia, produtor cultural paulista e admirador da entidade, encontrou de colaborar com a campanha de construção do novo Teatro-Escola do Pés no Chão. Vários comerciantes de Ilhabela ajudaram, assumindo cotas de apoio ao evento. Isso permitiu que o ingresso fosse gratuito. Mas o público, na hora da entrada, poderá também contribuir para a continuidade das obras do teatro. Este show foi um presente para a instituição e também para o público do litoral norte, que terá o privilégio de apreciar o trabalho do artista, considerado por Chico Buarque de Holanda “um formador de opinião musical”.

 

 

Carlos Althier de Souza Lemos Escobar, Guinga, começou a compor aos 16 anos, classificando sua primeira canção aos 17 no Festival Internacional da Canção. Trabalhou profissionalmente, acompanhando artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, Cartola, Alaíde Costa, entre outros. Foi parceiro de Paulo César Pinheiro, Aldir Blanc, Chico Buarque, Nelson Mota, Francisco Bosco e outros. Gravou 6 CDs pela gravadora Velas: Simples e Absurdo (1991), Delírio Carioca (1993), Cheio de Dedos (1996), Suíte Leopoldina (1999), Cine Baronesa (2001) e Noturno Copacabana (2003). Todos foram sucesso de crítica. “Cheio de Dedos” recebeu o Prêmio Sharp 1996 de Melhor Disco, e também de Melhor Música Instrumental, e Melhor Produção (Paulo Albuquerque).

“Suíte Leopoldina” foi apontado por unanimidade pelos críticos do jornal O Globo como o melhor CD de música popular brasileira de 1999. Seu lançamento nos EUA se realizou em 2000.

Sua carreira internacional inclui diversas apresentações na Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca e Itália. Em Perugia gravou, em 2004, o CD “ Graffiando Vento”, com suas próprias composições ao lado do clarinetista Gabriele Mirabassi. O segundo CD será lançado brevemente.

 

 

Em 2002 teve sua biografia completa escrita pelo jornalista Mario Marques no livro “Guinga, os mais belos acordes do subúrbio”, publicado pela Editora Gryphus. Em 2003, foi lançado na Bienal do Livro o songbook “A música de Guinga”, também editado pela Gryphus.

Em 2007 gravou “Casa de Villa’, pela gravadora Biscoito Fino. O disco está sendo considerado uma obra-prima. O compositor reafirma sua busca de unir o erudito ao popular, como o fizeram Ernesto Nazareth, Villa-Lobos, Pixinguinha, Tom Jobim e tantos outros. Segundo a crítica, “Guinga é o que há de mais moderno na música brasileira, seguindo a tradição do que há de melhor, de Villa-Lobos a Jobim – é a continuação lógica dessa tradição que preza a sofisticação, mas sem pedantismo”.

O show teve o apoio dos seguintes estabelecimentos: Ponto das Letras, Loja das Tintas, Ilhasoft Informática e Celulares, Restaurante Viana, Associação Comercial e Industrial de Ilhabela, Porto Pacuíba Hotel, Supermercado Ilha da Princesa, Mareado Materiais de Construção e Bosque Bem Estar.